Fizemos as contas

Os custos de ter um carro são altos. Todo ano, são pelo menos três taxas: IPVA, DPVAT e licenciamento. Dependendo do velocímetro, há revisões obrigatórias. Se isso tudo já não bastasse, é necessário se precaver contra roubos e acidentes contratando um seguro. Não é pouco dinheiro.

Mesmo com tudo isso, algumas pessoas não abrem mão de dirigir. Para escapar de tantas obrigações, uma opção está ficando cada vez mais popular: alugar um carro. Esse serviço é ofertado por empresas como Porto Seguros, Localiza, Movidas, entre outras. Os preços variam bastante, mas muitas vezes compensam.

Para escapar de tantas obrigações, uma opção está ficando cada vez mais popular: alugar um carro.

Carro comprado ou alugado?

Para visualizar as vantagens, é necessário fazer as contas. É possível comprar uma versão quatro portas de um Chevrolet Ônix 1.4 – hoje o carro mais popular do Brasil – por R$ 47.370. Como o preço carro pode ser diferente para cada perfil de motorista e região do país, vamos pensar em um personagem fictício: um paulistano de 30 anos que resolveu comprar, em 60 vezes, este veícuo

O valor de seguro anual, neste caso, é de R$2.249. Logo em seguida, precisou contratar um despachante para o emplacamento: mais R$ 150. O preço do IPVA e do DPVAT ficarão em torno de R$1.907. O licenciamento vai custar R$ 90,20. Os custos com manutenção sairão por R$ 230 ao ano. Isso sem contar, claro, o valor do próprio carro, que vai sofrer depreciação a cada dia. Sem considerar a gasolina, o total disso tudo é R$ 4.626,20.

Lembra que nosso personagem precisou parcelar o valor do carro? Depois de dar 20% do valor de entrada, ainda terá que pagar R$950,10 todo mês. Serão R$11.401 por ano só com financiamento. Junto com os outros custos, são R$16.027,20 só no primeiro ano de uso do carro.

Se ele tivesse contratado os serviços de uma locadora de carros, os custos ficariam entre R$ 999 e R$ 1.600 ao mês pelo mesmo serviço. As locadoras cobrem os custos de seguro, IPVA, licenciamento, manutenção e também o carro reserva para casos de necessidade. O combustível fica por conta do cliente. Em caso de necessidade de acionar o seguro, as duas partes – motorista e locadora – dividem a taxa de franquia. Se o motorista pegar multas, também vai precisar pagar do próprio bolso.